


Nós, seres humanos, de modo geral, nos sentimos impotentes diante das transformações sociais e dos fenômenos da natureza. Mas, se tomarmos consciência de que os problemas que enfrentamos são de ordem moral e que a tentativa de resolvê-los através de uma política desenvolvimentista ou de competição econômica tem trazido poucos resultados, daríamos um grande passo. Muitos de nós, atualmente, compreendemos que seria bem mais eficiente o emprego de recursos morais e intelectuais na construção de atitudes pró-ativas, que nos poderiam imunizar psiquicamente contra a infecção que se alastra, cada vez mais.
Enquanto estivermos tentando nos convencer – a nós mesmos e ao mundo – de que apenas nossos oponentes ou as instituições vigentes é que estão errados, tendemos a fracassar. No entanto, se fizermos um esforço sério para aceitarmos nossa própria “sombra” e sua atividade sinistra, ficaríamos imunizados contra qualquer infecção de ordem moral ou intelectual.
Somos responsáveis pelas nossas escolhas, pelo que consumimos e pelo lixo que geramos, somos responsáveis pelos nossos excessos de consumo de recursos naturais.
Precisamos nos conscientizar de que nosso planeta é a nossa casa nesta vida terrena e de que, para a sua preservação, se faz necessária uma mudança de atitude individual e ao mesmo tempo, coletiva.
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